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terça-feira, 16 de abril de 2013

Liverpool, 6 de Julho-1957

Pessoal minha professora de Português me entregou hoje minha redação, em que tínhamos(minha turma)  que fazer uma página de um diário, e ela gostou muito da minha. Eu vou colocar aqui o meu texto, mas vou fazer uma brincadeira, quero que vocês tentem adivinhar quem é a pessoa que está escrevendo(se é um advogado, artista, criança...etc)! No final eu digo, mas se quiserem comentem. Foi baseada em fatos reais, podem at´pe pesquisar se quiserem. Prestem atenção na data e no lugar, assim como nos nomes:



Liverpool, 6 de Julho -1957

       Hoje, minha banda ‘’The Quarryman’’ se apresentou em frente à igreja Sts. Woolton.
Eu e os outros tínhamos ensaiado, por dias, na casa do Pete para que nada saísse errado. Claro que eu tive que ensinar a maioria a tocar os instrumentos, mas eles até que aprenderam rapidamente. Nosso ‘’Empresário’’, o Roger, conseguiu uma vaga nesse festival da Igreja no dia 6 de julho, que foi hoje de manhã. Estávamos muito ansiosos para aquilo; bom, pelo menos, eu estava.
      No começo, eu fiquei nervoso, mas depois relaxei. Até que ocorreu tudo bem. Tocamos a música ‘’Maggie Mae’’, que a mamãe me ensinou no banjo. Então eu adaptei para o violão. Mas o importante é que todos gostaram, muitos riram, dançaram e se divertiram. No final, eu e os meninos fomos descansar e beber algumas cervejas dentro da Igreja. Então ai meu amigo de infância Ivan entrou junto com um garoto de bochechas engraçadas, que parecia ter mais ou menos a minha idade. Tinha um estilo de rockeiro e segurava um violão.
     Ivan o apresentou como Paul, acho que seu sobrenome era, McCharley, ou McChartney... Ah, não, era McCartney! Ele era amigo do colégio de Ivan e tinha 15 anos. Dois anos mais novo que eu. Ele disse que Paul também tocava violão, então, resolvi ser cortês e ofereci uma cerveja. Mas ele disse que preferiria tocar pra mim. No começo, o achei certinho e nerd, fiquei imaginando que droga o cara ia tocar. Eu e os meninos o zoamos muito, principalmente por quê o violão estava ‘’ao contrário’’. Mas depois me arrependi.
     Paul tocou ‘’20 flight rock’’ e fez isso muito bem. Ficamos todos de boca aberta, mas não falamos nada. Fiz algumas perguntas a ele e depois o agradeci. Acho que fui um pouco rude, mas fiquei com inveja de seu talento. Agora decidi que eu vou chamar ‘’Paul McCartney para minha banda. Vai ser bom tê-lo conosco. Talvez possamos ser grandes! Será? Eu espero.
     Terei que escrever mais depois, porque agora minha Tia Mimi está chamando para jantar. Mas esse dia, com certeza, será lembrado.
‘’O dia em que Paul McCartney conheceu John Lennon’’



E então? Gostaram? Deu pra perceber de quem era né. Pretendo fazer mais textos relatados por eles(The Beatles), tipo, falando sobre os shows, as fãs...etc.

Beijos da Maroca

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Os contos de Beedle o Bardo: Babbity, a Coelha, e o Toco que Cacarejava

Há muito tempo atrás, numa terra distante, um ambicioso e “tolo rei” decide querer manter toda a magia na sua única posse. No entanto, ele tem dois problemas: primeiro, precisa eliminar todos os bruxos e bruxas existentes; segundo, precisa na verdade de aprender magia. Ao mesmo tempo que forma uma “Brigada de Caçadores de Bruxas” possuidora de ferozes cães negros, também ele anuncia a necessidade de um “Instrutor de Magia”. Experientes bruxos e bruxas se escondem em vez de atender à sua chamada, mas um “esperto charlatão”, sem nenhuma habilidade mágica, mente e consegue o “emprego” com uns poucos e simples truques.

Uma vez instalado como bruxo chefe e instrutor particular do Rei, o charlatão demanda ouro para suprimentos mágicos, rubis para criar feitiços e copos de prata para poções. O charlatão guarda esses itens em sua casa antes de retornar ao palácio, mas este não se apercebe que a velha “lavadeira” do rei, Babbitty, o vê. Ela observa-o a tirar um galho de uma árvore que então apresenta ao rei como sendo uma varinha. Esperto como ele é, o charlatão diz ao Rei que essa varinha não funcionará até que “Sua Majestade a mereça”.

Todos os dias o Rei e o charlatão praticam sua suposta “magia”, mas numa manhã o rei e o charlatão ouvem uma risada, e vêem Babbitty assistindo de dentro da sua casinha, rindo tanto que mal se consegue manter de pé. O humilhado Rei fica furioso e impaciente, ordenando então, que eles dêem uma demonstração real de magia em frente do povo no dia seguinte. O desesperado charlatão diz que é impossível já que ele precisa partir do Reino em uma longa jornada, mas o agora duvidoso Rei ameaça mandar a Brigada atrás dele. Estando furioso, o Rei também ordena que se “alguém rir de mim”, o charlatão será decapitado. Então, nosso tolo e ambicioso Rei sem magia revela-se também ser orgulhoso e piedosamente inseguro – mesmo nesses curtos, simples contos, Rowling é capaz de criar complexos e interessantes personagens.

Tentando “descarregar” a sua frustração e raiva, o esperto charlatão vai direito à casa de Babbitty. Espreitando pela janela, ele vê uma “pequena e velha mulher” sentada numa cadeira, ao pe de uma mesa limpando sua varinha, conforme os lençóis “limpam-se sozinho” num balde. Vendo que ela é uma verdadeira bruxa, e ambos a fonte e a solução para seus problemas, ele pede a Babbitty que o ajude, ou ele a denunciará junto da Brigada. Tranquila com as ordens dele, Babbitty sorri e concorda em fazer “o que seu poder permitir” para. O charlatão diz-lhe para se esconder num arbusto e conjurar todos os feitiços para o Rei. Babbitty concorda, mas questiona o que acontecerá se o Rei tentar fazer um feitiço impossível. O charlatão, sempre convencido de sua esperteza e da burrice dos outros, ri das preocupações dela, afirmando que a magia de Babbitty é certamente mais poderosa do que qualquer coisa que “a imaginação daquele tolo” possa sonhar.

Na manhã seguinte, os membros da corte se reúnem para testemunhar a magia do Rei. Num palco, o Rei e o charlatão realizam seu primeiro acto mágico – fazer o chapéu de uma mulher desaparecer. A multidão está maravilhada e impressionada, nunca adivinhando que é Babbitty, escondida num arbusto, que realiza o feitiço. Para o próximo feito, o Rei aponta seu “galho” para um cavalo, erguendo-o no ar. Procurando ao redor uma ideia ainda melhor para o terceiro feitiço, o Rei é interrompido pelo Capitão da Brigada, que segura o corpo de um dos cães de caça do rei. Ele implora que o Rei traga o cão “de volta à vida”, mas quando o Rei aponta sua varinha ao cão, nada acontece. Babbitty sorri em seu esconderijo, nem mesmo tentando realizar o feitiço, pois ela sabe que “magia não pode ressuscitar os vivos” . A multidão começa a rir, suspeitando que os primeiros dois feitiços tivessem sido apenas truques.

O Rei fica furioso, e quando ele ordena saber por quê o feitiço falhou, o esperto e enganador charlatão aponta para o esconderijo de Babbitty e grita que aquela “bruxa má” está a bloquear os feitiços do rei. Babbitty corre do arbusto, e quando os Caçadores de Bruxas mandam os cães de caça atrás dela, ela desaparece, deixando os cães “a latir e a lutar” na base de uma velha árvore. Desesperado agora, o charlatão grita que a bruxa se transformou em uma “maça ácida” (o que mesmo nesse tenso e dramático ponto gera um riso). Temendo que Babbitty se transformasse de volta em uma mulher e o expusesse, o charlatão ordena que a árvore seja cortada – porque é assim que se “tratam bruxas más”.

A árvore é derrubada, mas conforme a multidão comemora e volta para o palácio, uma “alta gargalhada” é ouvida, desta vez de dentro do tronco. Babbitty, inteligente como é, grita que bruxos e bruxas não podem ser mortos “cortados pela metade”, e para provar isso, ela sugere que cortem o instrutor do rei “em dois”. Nisso, o charlatão implora por piedade e confessa. Ele é arrastado para a masmorra, mas Babbitty não terminou com o tolo do rei. A sua voz, ainda a sair do tronco, proclama que as acções do Rei invocaram uma maldição no reino, e cada vez que ele causar danos a um bruxo ou bruxa ele também sentirá uma dor tão cruel que desejará “morrer por isso”. O Rei, agora desesperado, cai de joelhos e jura proteger todas as bruxas e bruxos de suas terras, permitindo-os fazer magia sem danos.

Feliz, mas não completamente satisfeito, o toco cacareja novamente e ordena que uma estátua de Babbitty seja colocada sob ele para lembrar o rei de sua “própria tolice”. O “envergonhado Rei” promete que um escultor criará uma estátua de ouro, e volta para o palácio com sua corte. No fim, uma “gorda e velha coelha” com uma varinha presa aos dentes sai do buraco abaixo do tronco e deixa o reino. A estátua de ouro permaneceu no toco para sempre, e bruxos e bruxas nunca mais foram caçados no reino novamente.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Redação: '' A fuga ''

Minha redação para o colégio, ganhei um 10, valeu Prof.Cristiane!!! Seu nome é A FUGA:

'' A cena se passa em Londres, Inglaterra, Inverno de 1912.''

Uma tempestade desabou na cidade.Quando de repente...
   - ''CABRUM ''!!!- Um Trovão se ouve e Morgan acorda assustada e toda suada. Devia ter tido um pesadelo.
    Olha para o quarto bagunçado, uma frestinha da porta de entrada estava aberta, ela conseguiu ouvir passos no corredor.Sua dócil cadela Leila, já acordada, gemeu e pulou em seu colo, Morgan fez um sinal para ficar quieta e as duas foram para o corredor.
     Ela avistou sua irmã mais velha Margaret,de 18 anos,andar silenciosamente para descer as escadas usando suas melhores roupas quentes, botas, luvas e segurava uma mala. Os cabelos negros com cachos caíam sobre sua touca levemente rosa. Morgan voltou ao quarto, enfiou as pantufas nos pés e pôs sua sua touca branca jogando Leila no chão. Segui a irmã enquanto iam para a sala de visitas, Margaret pegou seu casaco no porta-chapéus,mas o silencio é quebrado pelo som da voz de Morgan.
     - Molly,aonde vai? São 23:00 h e está frio e chovendo lá fora!
     - Vou embora, não quero me casar com o Barão Bolvir.Ele é metido e arrogante! Por favor querida, não conte para os meninos e Amanda, principalmente para a Mãe e o Pai. Conte somente para a Sra.Clotilde.
     - Mas vai me deixar? Se alguém lhe vir estará em apuros ! Deixe-me ir com você. -Molly a impediu e abraçou mexendo em seus lisos cabelos loiros, sussurrou:
     -Não, é perigoso preciso de você aqui, onde cuidará de seus irmãos e de minha gata Brijita. Irei ao Ateliê da Madame Bijox, ficarei por um tempo lá até decidir aonde ir.Nôs veremos em breve, lhe mandarei cartas.
     -Leila não saberia se virar sozinha. Mas não quero que vá...
     -Ficarei bem! Ela fechou a porta e saiu.
     Madame Bijox era sua patroa de costura, uma mulher rica francesa. Seu único filho Will, estava na Noruega com sua esposa e filhos. Em seu ateliê estaria segura.Não admirava que Morgan a adorasse, ela e sua gêmea Amanda eram as caçulas da família, então Molly era a única na casa que escutava a caçulinha,além de sua babá Sra.Clotilde.
    A rua estava poco iluminada a chuva diminuiu e o único som que se ouvia era das casas onde haviam festas.O rio ao seu lado estava baixo e Molly sentia pavor da escuridão total. Então ouviu passos, rea evidente que vinham em sua direção,andou mais depressa e viu que o Big Bang marcava 11:30h quando uma voz familiar a chamou:
   -Ei moça o que está fazendo aqui fora desacompa... Senhorita Briminer?! O que está fazendo fora de casa a essa hora?
Molly reconheceu o guarda-noturno Phill, um grande amigo do seu Pai. Se ele a reconhecesse, contaria tudo a sua família e isso arruinaria tudo!Então começou a correr rápido com ele atrás dela dizendo:
   -Srta.Briminer espere!É você? Volte aqui já mocinha! Vou a levar para casa e explicarei tudo aos seus pais! Pare!!!
   Mas Ally não parou, até que chegou a um beco sem saída,nas paredes só haviam duas portas de cada lado que deveriam ser dos fundos de apartamentos e então bateu em uma gritando '' Socorro '' e ouviu: '' Estou na banheira ''.Tocou no outro e ouviu '' Já vai! ''.Molly gritava e batia na porta com força, mas Phill a encontrou no beco. A garota não ouvia nada mal respirava e seu coração bateu a mil, quando a porta do apartamento abre com força fazendo um estrondo ao bater na parede, um menino saiu de lá e disse:
   -Desculpe,a porta emperrou, tive que fazer força e...Molly?! Sou eu Dimitri Tompson, o garoto do museu de Roma, me mudei a pouco tempo!-Molly fez um sinal com a cabeça para mostrar o guarda e ele compreendeu-Seu primo! Você chegou da viajem!- Disse a abraçando e mandando-a entrar.-Seu Guarda desculpe,ela é muda não fala,a coitada é nova aqui!Minha prima de Southtamptom, Matilda Follom.
   - É Guarda Phill para você moleque, foi você que colocou um rato na roupa da minha esposa há 9 anos!
   -Phill,agora estou crescido,vou entrar que está tarde!
   -Achei que a moça fosse a Srta.Margaret Briminer,me desculpe se a assustei.Mas em você estou de OLHO!
   Ele se virou ainda desconfiado e foi embora.Dimitri levou Molly até a sala de visitas com um copo d'água e eles se abraçaram.Ela o agradeceu chorando, depois contou-lhe tudo. [...]

THE END.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Os contos de Beedle o bardo (o coração peludo do mago)

Este é o mais terrorífico dos contos. Não há cenas cómicas nem viajens de aventuras, simplesmente as sombras da alma de um mago.

Tudo começa com um jovem mago rico, habilidoso e atractivo, que tem vergonha das tolices dos seus amigos quando se apaixonam. Está tão convencido de que ele não quer cair na mesma loucura que aplica as Artes das Trevas para evitar apaixonar-se algum dia. É um conto que pretende conscienciar as crianças feiticeiras sobre o uso tenebroso da magia. A sua família, que não sabe dos métodos que usou o jovem para se proteger do amor, faz troça dos seus esquivos para não conhecer uma bela jovem.

Ele cresce orgulhoso, convencido da sua inteligência e impressionado do seu poder de ser completamente indiferente aos sentimentos. O tempo passa e o feiticeiro vê os seus amigos casar e formar as suas próprias famílias, mas ainda convence-se mais da sua recusa. Quando os seus pais morrem, não fica triste mas sente-se estranhamente "abençoado" pelas suas mortes.

O jovem muda-se para a casa que heredou e leva o seu "maior tesouro" à masmorra. O mago sente-se enganado ao ouvir uma conversa entre dois criados, um sentindo pena dele e outro a fazer troça de que ainda não tenha esposa. Então decide casar com a mais bela, saudável e talentosa mulher, e transformar-se, assim, na "inveja de todos os outros". Justamente no dia a seguir conhece a bruxa que procura. Considera-a um tesouro e convence-a a acreditar que é um homem mudado. Ela sente-se fascinada e repelida, mas aceita assistir a um banquete no seu castelo. No jantar, ele corteja-a.

Ela responde que apenas gostaria dele se demonstrasse que tem um coração. Então leva-a até à masmorra, onde mostra-lhe um mágico caixão de cristal, onde jaz o seu próprio coração a bater. A bruxa fica horrorizada pela visão do coração, que tornou-se peludo ao sair do corpo e pede ao jovem que o volte a pôr. Sabendo que isso irá convencer a rapariga, o mago abre-se o peito com a varinha e coloca-se o coração. Pensando que ele poderá apaixonar-se agora, ela abraça-o e o horrível coração "perfura-se" pela beleza da sua pele e o cheiro do seu cabelo. O coração ficou estranho aos desligar-se do seu corpo por tanto tempo, e cego e perverso fica salvagem.

Nestes momentos, os convidados do banquete que estão no andar superior perguntam-se que aconteceu com eles. Passadas algumas horas e depois de procurar por todo o castelo, encontram-no na masmorra. No chão descansa a jovem, morta, com o seu peito aberto. Ajoelhado ao seu lado, está o "mago enlouquecido", acariciando e lamendo o seu coração escarlata ainda brilhante e planeando trocá-lo pelo seu.

O seu coração ficou forte e nega-se a abandonar o corpo. O jovem, que jura que nunca será manipulado pelo seu coração, empunha uma daga e corta-o, fazendo-o sentir a vitória por uns momentos com o coração na mão em cada mão antes de cair ao chão e morrer.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Os Contos de Beedle, o Bardo.(O feiticeiro e o Caldeirão Saltitante)




Esta história começa suficientemente alegre, com um antigo assistente muito gentil, que lembra muito ao Dumbledore.
Este 'bem-amado' homem usava a sua magia principalmente para o benefício dos seus vizinhos muggles, criando poções e antídotos para eles. Chamava a isso "culinária de sorte". Certo dia, ele morre (após um longo tempo de vida) e deixa tudo para o seu único filho. Infelizmente, o filho é bem diferente do pai, egoísta.

Após a morte do pai, ele descobre o caldeirão, e nele (muito misteriosamente) há um único sapato e uma nota do seu pai: 'Tenho esperança, meu filho, de que nunca precises disto." Depois, as coisas começam a correr mal...Com raiva por não ter nada, apenas um caldeirão e completamente desinteressado com aqueles que não podem fazer magia, ele vira as costas para a cidade, e fecha as portas aos seus vizinhos.

Primeiro, chega uma anciã cuja neta está infestada de verrugas. Quando bate com a porta na sua cara, ele ouve um estrondo alto na cozinha. O caldeirão de seu pai criou um pé e ficou cheio de verrugas. Depois disso, o mago não podia aplicar nenhum feitiço nele e o caldeirão saltitante persegue-o por todos os lugares. No dia seguinte, o filho abre as portas a um velho homem que perdeu o seu burro. Sem a sua ajuda para transportar produtos à cidade, a sua família vai passar fome. O filho bate novamente com a porta na cara do velho. E então, o caldeirão recebe outra modificação: agora relincha de fome como um verdadeiro jumento. Como num verdadeiro conto de fada, o filho recebe cada vez mais visitantes, o que o leva a ver lágrimas, vómitos, até que decide dar continuidade ao seu legado. Renunciando aos modos egoístas, ele pede que todos os da cidade cheguem até ele para os ajudar.
Um a um, ele cura-lhe os seus males e ao fazê-lo, o caldeirão esvazia-se. Então, no final aparece o misterioso sapato que se encaixa perfeitamente no seu pé. Assim que o mago o põe, os dois caminham (e pulam) até um novo amanhecer.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Os Contos de Beedle, o Bardo A FONTE DA SORTE


No alto de um morro, em um jardim encantado envolto por muros altos e protegido por poderosa magia, jorrava a Fonte da Sorte.Uma vez por ano, entre o nascer e o pôr-do-sol do dia mais longo do ano, um único infeliz recebia a oportunidade de competir para chegar à fonte, banhar-se em suas águas e ter sorte a vida inteira.No dia aprazado, centenas de pessoas viajavam de todo o reino para chegar ao jardim antes do alvorecer. Homens e mulheres, ricos e pobres, jovens e velhos, dotados ou não de poderes mágicos reuniam-se no escuro, cada qual na esperança de ser o escolhido para entrar no jardim.Três bruxas, com seus problemas e preocupações, encontraram-se nas cercanias da multidão, e contaram umas às outras suas tristezas enquanto esperavam o sol nascer.
A primeira, cujo nome era Asha, sofria de uma doença que nenhum curandeiro conseguia eliminar. Ela esperava que a fonte fizesse desaparecer os seus sintomas e lhe concedesse uma vida longa e feliz.

A segunda, cujo nome era Altheda, tivera sua casa, seu ouro e sua varinha roubados por um bruxo malvado. Ela esperava que a fonte a aliviasse de sua fraqueza e pobreza.
A terceira, cujo nome era Amata, fora abandonada por um homem a quem amava profundamente, e acreditava que seu coração partido jamais se recuperaria. Esperava que a fonte aliviasse sua dor e saudade.
Apiedando-se umas das outras, as três mulheres concordaram que, se lhes coubesse a chance, elas se uniriam e tentariam chegar à fonte juntas.O primeiro raio de sol rasgou o céu, e uma fresta se abriu no muro. A multidão avançou, cada pessoa exigindo, aos gritos, a bênção da fonte. Plantas rastejantes do interior do jardim serpearam pela massa ansiosa e se enrolaram na primeira bruxa, Asha. Ela agarrou o pulso da segunda bruxa, Altheda, que segurou com força as vestes da terceira bruxa, Amata.

E Amata se enredou na armadura de um cavaleiro de triste figura que montava um cavalo esquelético.
As plantas rastejantes puxaram as três bruxas pela fresta do muro, e o cavaleiro foi derrubado do seu ginete atrás delas.Os gritos furiosos da multidão desapontada se ergueram no ar matinal, e silenciaram quando os muros do jardim se fecharam mais uma vez.
Asha e Altheda se zangaram com Amata, que, acidentalmente, trouxera junto o cavaleiro.

— Apenas um pode se banhar na fonte! Já será bem difícil decidir qual de nós será, sem adicionar mais um!
Ora, o Cavaleiro Azarado, como era conhecido nas terras além-muros, observou que as mulheres eram bruxas e, não sendo ele dotado de magia, nem de grande perícia em torneios e duelos com espadas, nem de nada que o distinguisse como homem não mágico, ficou convencido de que não havia esperança de chegar à fonte antes das três mulheres. Anunciou, portanto, sua intenção de sair do jardim.
Ao ouvir isso, Amata se aborreceu também.
- Medroso! — ela o censurou. — Desembainhe sua espada, Cavaleiro, e nos ajude a atingir a nossa meta.
E, assim, as três bruxas e o infeliz cavaleiro se aventuraram pelo jardim encantado, onde ervas raras, frutos e flores cresciam em abundância à margem de caminhos ensolarados. Eles não encontraram obstáculo algum até alcançar o sopé do morro em que se erguia a fonte.Ali, enrolado na base do morro, havia um monstruoso verme branco, inchado e cego. À aproximação do grupo, ele virou uma cara feia e malcheirosa e proferiu as seguintes palavras:

"Paguem-me a prova de suas dores."

O Cavaleiro Azarado sacou a espada e tentou matar o bicho, mas a espada se partiu. Então Altheda atirou pedras no verme, enquanto Asha e Amata experimentaram todos os feitiços que poderiam subjugá-lo ou hipnotizá-lo, mas o poder de suas varinhas não foi mais eficaz do que a pedra da amiga ou a espada do cavaleiro: o verme não quis deixá-los passar.

O sol foi subindo sempre mais alto no céu e Asha, desesperada, começou a chorar.
Então o enorme verme encostou o focinho no rosto dela e bebeu suas lágrimas. Saciada a sede, o verme deslizou para um lado e sumiu por um buraco no chão.


Exultantes com o sumiço do verme, as três bruxas e o cavaleiro começaram a subir o morro, certos de que chegariam à fonte antes do meio-dia.A meio caminho da subida íngreme, porém, eles encontraram palavras gravadas no chão.

Paguem-me os frutos do seu árduo trabalho.

O Cavaleiro Azarado apanhou sua única moeda e colocou-a na encosta relvada, mas ela rolou para longe e se perdeu. As três bruxas e o cavaleiro continuaram a subir, e, embora tivessem andado durante horas, não avançaram um único passo; o topo continuava distante e a inscrição permanecia no chão diante deles.

Todos se sentiram desanimados quando viram o sol passar sobre suas cabeças e começar a declinar em direção ao longínquo horizonte, mas Altheda andou mais rápido e, empenhando mais esforço do que os demais, estimulava-os a seguir seu exemplo, embora tampouco avançasse na subida do morro encantado.
— Coragem, amigos, não fraquejem! — gritava ela, enxugando o suor do rosto.

A medida que as gotas caíam, cintilantes, na terra, a inscrição que bloqueava o caminho desaparecia, e eles descobriram que podiam prosseguir.Encantados com a remoção do segundo obstáculo, correram para o alto o mais rápido que puderam, até que, por fim, avistaram a fonte,efulgindo cristalina em meio a árvores e flores.Antes de alcançá-la, no entanto, encontraram barrando o seu caminho um riacho que circundava o topo do morro. No fundo da água transparente havia uma pedra lisa com as seguintes palavras:

Paguem-me o tesouro do seu passado.

O Cavaleiro Azarado tentou atravessar o curso d'água flutuando sobre seu escudo, mas afundou. As três bruxas o tiraram de dentro do riacho e tentaram saltar por cima da água, mas o riacho não as deixou atravessar, e todo o tempo o sol ia baixando pelo céu.
Eles começaram, então, a refletir sobre o significado da mensagem na pedra, e Amata foi a primeira a compreendê-la. Apanhando a varinha, apagou da mente todas as lembranças dos momentos felizes que passara com o seu amor desaparecido e deixou-as cair na correnteza. O riacho as levou para longe, deixando aparecer pedras planas e, finalmente, as três bruxas e o cavaleiro puderam atravessar em direção ao topo do morro.A fonte refulgiu diante dos quatro, emoldurada pelas ervas e flores mais raras e mais belas que jamais tinham visto. O céu coloriu-se de vermelho, e chegou a hora de decidir qual deles iria se banhar.
Antes, porém, que chegassem a uma conclusão, a franzina Asha tombou no chão. Exausta com o esforço da subida, estava à beira da morte.
Seus três amigos a teriam carregado até a fonte, mas Asha, em agonia mortal, lhes pediu que não a tocassem.Então Altheda se apressou a colher as ervas que julgou mais úteis, misturou-as na cabaça de água do Cavaleiro Azarado e levou a poção à boca de Asha.
Na mesma hora, Asha conseguiu se pôr de pé. Além disso, todos os sintomas de sua terrível enfermidade tinham desaparecido.

— Estou curada! — exclamou ela. — Não preciso da fonte; deixem Altheda se banhar!
Altheda, porém, estava ocupada colhendo mais ervas em seu avental.
— Se fui capaz de curar essa doença, posso ganhar muito ouro! Deixem Amata se banhar!
O Cavaleiro Azarado se inclinou e, com um gesto, indicou a fonte a Amata, mas ela sacudiu a cabeça. O riacho tinha lavado todos os seus desapontamentos de amor, e ela percebia agora que o antigo amado fora insensível e infiel, e que era uma grande felicidade ter se livrado dele.
— Bom cavaleiro, o senhor deve se banhar, em recompensa por toda a sua nobreza! — disse ela ao Cavaleiro Azarado.Então ele avançou a armadura tinindo aos últimos raios do sol poente e se banhou na Fonte da Sorte, admirado por ter sido o escolhido entre centenas de outros e atordoado com a sua inacreditável fortuna.
Quando o sol se pôs no horizonte, o Cavaleiro Azarado se ergueu das águas sentindo-se glorioso com o seu triunfo, e se atirou, ainda vestindo a armadura enferrujada, aos pés de Amata, a mulher mais bondosa e bela que já contemplara. Alvoroçado com o sucesso, pediu sua mão e seu coração, e Amata, não menos feliz, percebeu que encontrara um homem que merecia os dois.As três bruxas e o cavaleiro desceram o morro juntos, de braços dados, e os quatro levaram vidas longas e venturosas, sem jamais saber nem suspeitar que as águas da fonte não possuíam encanto algum.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O Conto dos Três Irmãos(Livro:Os contos de Beedle o Bardo)

Um pequeno conto será contado:O Conto dos Três Irmãos:

   Era uma vez três irmãos que estavam viajando por uma estrada deserta
e tortuosa ao anoitecer ....Depois de algum tempo,os irmãos chegaram a um rio fundo demais para vadear e perigoso demais para atravessar a nado.Os irmãos,porém,eram versados em magia, então simplesmente agitaram as mãos e fizeram aparecer uma ponte sobre as águas traiçoeiras. Já estavam na metade da travessia quando viram o caminho bloqueado por um vulto encapuzado.
    E a morte falou.Estava zangada por terem lhe roubado três vítimas,porque
o normal era os viajantes se afogarem no rio.Mas a Morte foi astuta.Fingiu
cumprimentar os  três irmãos por sua magia, e disse que cada um ganhara um
premio por ter sido inteligente o bastante para lhe escapar.
    Então,o irmão mais velho,que era um homem combativo,pediu a varina mais
poderosa que existisse: uma varinha que sempre vencesse os duelos para seu
dono,uma varinha digna de um bruxo que derrotara a Morte! Ela atravessou a ponte
e se dirigiu a um vetusto sabugueiro na margem do rio, fabricou uma varinha de um galho
da árvore e entregou-a ao irmão mais velho.
   Então,o segundo  irmão,que era um homem
arrogante,resolveu humilhar ainda mais a Morte
e pediu o poder de restituir a vida aos que ela
levara. Então a Morte apanhou uma pedra da
margem do rio e entregou-a ao segundo irmão,
dizendo-lhe que a pedra tinha o poder de
ressuscitar os mortos.

   Então, a Morte perguntou ao terceiro e mais  moço, o que ele gostaria de ganhar . O irmão mais moço era o mais humilde e também o mais sabio dos irmãos, e não confiava na Morte. Pediu, então, pediu algo que lhe permitisse sair daquele lugar sem ser seguido por ela. E a Morte, de má vontade, entregou-lhe a própria Capa de Invisibilidade.
   Depois a Morte afastou-se e permitiu que os três irmãos continuarem a sua viajem, e eles assim fizeram, comentando,assombrados a aventura que tinham vivido, e admirando os presentes da Morte.No devido tempo, os irmãos separaram-se, cada um tomou um destino diferente.
      O primeiro irmão viajou uma semana ou mais e, ao chegar a uma aldeia distante, procurou um colega bruxo com quem tiveras uma briga. Armado, com a Varinha do Sabugueiro,a Varinha das Varinhas,ele não poderia deixar de vencer o duelo que se seguiu. Deixando o inimigo morto no chão, o irmão mais velho dirigiu-se a uma estalagem onde se gabou,em altas vozes, da poderosa varinha que arrebatara da própria Morte, e de que a arma o tornava invencível.
       Na mesma noite, outro bruxo aproximou-se sorrateiramente do irmão mais velho, enquanto dormia em  sua cama, embriagado pelo vinho. O ladrão levou a varinha e, para se garantir, cortou a garganta do irmão mais velho.
       Assim a Morte levou  o primeiro irmão.
       Entrementes, o segundo irmão viajou para a própria casa, onde vivia sozinho. Ali, tomou a pedra que tinha o poder de ressuscitar os mortos e virou-a  três vezes na mão. Para sua surpresa e alegria, a figura de uma moça que tivera esperança de desposar antes da sua morte precoce surgiu instantaneamente  diante dele.
       Contudo, ela estava triste e fria,como que separada dele por um véu. Embora tivesse retornado ao mundo dos mortais, seu lugar não era ali, e ela sofria. Diante disso, o segundo irmão, enlouquecido pelo desesperado desejo, matou-se para poder verdadeiramente se unir a ela. 
        Assim a Morte levou o segundo irmão.
        Embora a Morte procurasse o terceiro irmão durante muitos anos , jamais conseguiu encontra-lo. Somente quando atingiu uma idade avançada foi que o irmão mais novo despiu a Capa de Invisibilidade e deu-a de presente ao filho. Acolheu, então a Morte como uma velha amiga, e acompanhou-a de bom grado, e,  iguais, partiram desta vida.